terça-feira, março 19, 2013

GIRLS – A SEGUNDA TEMPORADA COMPLETA (Girls – The Complete Second Season)



Se há um problema em GIRLS é justamente ter episódios curtos (de meia-hora). Seus episódios passam tão rapidamente, são tão gostosos de ver, que a gente lamenta quando chega o final. Ou às vezes o final é tão bonito que a gente fica olhando os créditos até não existir mais nada para ver, como é o caso do episódio "It's a Shame about Ray", o quarto, em que Jessa, desolada após o fim do casamento com John, encontra Hannah na banheira cantando "Wonderwall", do Oasis, e tira a roupa e as duas ficam juntas lá, dando apoio uma a outra, enquanto a canção original surge para encerrar o episódio. São pequenas coisas como essa que tornam a série especial.

Conta pontos também a liberdade da série em falar de sexo mais abertamente, que já é uma característica dos trabalhos do produtor Judd Apatow também, e daí ele ter se dado tão bem com Lena Dunham, a protagonista, criadora e muitas vezes escritora e diretora dos episódios. Lena pode estar interpretando a si mesma, mas isso não vem ao caso. Até porque, ao final da segunda temporada (2013), os rumos que sua personagem toma, ao ter uma recaída do problema de TOC que teve na adolescência e que voltou depois de toda a pressão de escrever um livro num curto espaço de tempo, torna a personagem ainda mais interessante e dá mais crédito a Lena atriz. Se bem que as coisas podem voltar ao normal, conforme a vontade dos roteiristas, no próximo ano. Aliás, que triste é pensar que só teremos novos episódios em 2014! Mas, pelo menos, no próximo ano, serão doze.

A segunda temporada também marcou uma maior liberdade quanto à criação dos episódios. Houve o episódio especial só com Hannah e um sujeito interpretado por Patrick Wilson. Outro vivido principalmente pelos rapazes da série ("Boys"), que ganham mais presença nesta temporada. Outro em que só vemos Hannah e Jessa, minha favorita. Aliás, quanto ao favoritismo, continuo gostando também da Marnie, mas não consigo aguentar a doidice da Shoshanna. Não convence aquele cara estar apaixonado por uma menina tão sem graça e ainda se comportar daquele jeito. Seria totalmente improvável, se o amor não fosse cego.

A segunda temporada também trata de nos dar uma imagem melhor de Adam, o namorado de Hannah na primeira temporada e que se torna tão ou mais importante que as outras três meninas nesta segunda temporada. A imagem que encerra a temporada é romanticamente bela, trazendo de volta para os tempos pós-modernos os arquétipos do herói masculino e da moça frágil e indefesa sendo resgatada. Uma prova de que, no fundo, Dunham, Apatow e cia. não passam de uns românticos. 

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