sexta-feira, março 30, 2012

PODER SEM LIMITES (Chronicle)



Não sei se foi o sono ou o tédio que fez eu não gostar de PODER SEM LIMITES (2012). Alguns amigos cinéfilos adoraram o filme, a ponto de um deles dizer ser este o seu favorito do ano. Nem sei se o problema foi eu não ter comprado a ideia de um filme de "super-heróis" usando o estilo found footage, ou falso documentário, já tão em voga e que até já foi usado em uma comédia muito divertida, PROJETO X – UMA FESTA FORA DE CONTROLE. Que é um filme bem mais despretensioso, mas que tem resultados mais eficientes.

Já PODER SEM LIMITES é aquele tipo de filme que talvez ficasse banal se fosse feito num estilo mais tradicional. E talvez eu tenha visto a sua banalidade por trás do enredo, de um grupo de garotos que adquirem superpoderes e começam a usá-los, não para fazer o bem, mas para fins próprios, egoístas. Seria mais ou menos como adquirir o poder da invisibilidade para adentrar quartos e ver a intimidade das mulheres. Como diria Peninha, tudo era apenas uma brincadeira, e foi crescendo, crescendo... No começo, a brincadeira de usar os poderes telecinéticos para mudar o carro de outras pessoas do local do estacionamento, por exemplo, parecia divertido, mas depois o filme vai ficando chato quando o protagonista vai para o "lado negro da força".

Sempre costumo achar vilões histriônicos chatos. No caso do personagem de Dane DeHaan (que eu já tinha conhecido através da série IN TREATMENT), ele se aproxima disso, embora o termo "vilão" talvez não seja exatamente apropriado para ele. Ainda que as batalhas finais no céu remetam muito ao fantástico tão presente nos quadrinhos de super-heróis que eu aprendi a gostar desde criança, nem sempre essas transposições para o cinema me agradam. Aliás, raramente me agradam. Mas não deixa de ser interessante o uso da câmera "na mão" nesses momentos. Acredito que deve ser um filme que merece ser revisto por mim, em melhores condições físicas, a fim de que eu possa julgá-lo mais adequadamente. Enquanto isso não acontece, fiquemos com essas impressões iniciais.

Nenhum comentário: