sexta-feira, março 05, 2010

EDUCAÇÃO (An Education)



Um dos mais simpáticos entre os dez indicados a melhor filme da edição do Oscar 2010, EDUCAÇÃO (2009) é o representante inglês da vez e entra em sintonia com a série MAD MEN, ao abordar os costumes de uma sociedade no início dos anos 1960. Na trama, Jenny, jovem adolescente do subúrbio de Londres (Carey Mulligan), com ótimas notas, que adora filmes e canções francesas e é pretendente a uma vaga na Universidade de Oxford, conhece David, homem com o dobro de sua idade (Peter Sarsgaard), e se apaixona. Apesar da educação rígida que recebe dos pais - especialmente do pai (Alfred Molina) -, David tem lábia e consegue tudo o que quer: levá-la para um concerto, clubes de jazz e até mesmo Paris. A jovem fica encantada com o novo estilo de vida que leva e passa a questionar a importância de entrar na universidade, de ter que aprender latim e coisas do tipo.

O filme, dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig, de ITALIANO PARA PRINCIPIANTES (2000), tem um andamento tão agradável dentro de um duração acertada que está entre as melhores surpresas da temporada. Somos mais do que meros observadores na trama. Acompanhamos com interesse e certa identificação a euforia de Jenny, mesmo sabendo que em algum momento a trama daria uma reviravolta e a garota quebraria a cara. O filme também se destaca pela beleza visual, pelo cuidado com a direção de arte, ao mesmo tempo que não exibe o luxo de grandes produções. É uma produção modesta e bem conduzida que acabou por agradar a muitos. O que pode incomodar a alguns é o final um tanto moralista, mas não vejo isso como problema. Pelo menos, não no caso de EDUCAÇÃO.

Carey Mulligan tem 24 anos e faz o papel de uma menina de 16. A comparação com Audrey Hepburn levou a moça a ser convidada para o remake de MY FAIR LADY. Mesmo se o resultado não for dos melhores, pelo menos os produtores já garantiram uma jovem atriz que tem tudo para fazer bonito.

EDUCAÇÃO foi indicado a três Oscar: filme, atriz (Carey Mulligan) e roteiro (Nick Hornby). Das três indicações, a única com chance de ganhar um prêmio é a de roteiro, já que Nick Hornby tem uma boa legião de fãs. Fica faltando ver só o filme dos Coen agora pra eu fechar os dez indicados à categoria principal.

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