sexta-feira, junho 23, 2006

HATED - G.G. ALLIN AND THE MURDER JUNKIES























G.G. Allin foi uma figura incomparável na história do rock. Não houve sujeito tão agressivo, violento e nojento quanto ele. Lembro que a primeira vez que ouvi falar nele foi através de uma nota na revista Bizz. A nota falava do que ele costumava fazer nos shows: cantava totalmente nu e drogado, cagava no palco, comia as próprias fezes e ainda jogava parte delas no público. A nota da Bizz ainda falava sobre o fato de ele enfiar o microfone no próprio ânus e de bater o microfone na cabeça, terminando os shows sempre ensangüentado. Pra completar, Allin havia prometido cometer suicídio em um de seus shows, o que não aconteceu pois ele morreu de overdose de heroína acidentalmente. O engraçado é que ele morreu numa festa e as pessoas que estavam lá não sabiam inicialmente que ele havia morrido, pensavam que ele estava apenas dormindo, e até tiraram algumas fotos com o corpo já sem vida dele.

Todd Philips, diretor da divertida comédia CAINDO NA ESTRADA (2000), dirigiu HATED (1994), o documentário que já tem a seu favor o tema bombástico e as loucuras de um homem que vivia dos excessos. O documentário traz trechos de shows de Allin e vários depoimentos de membros da banda Murder Junkies e de fãs do cantor. O documentário mostra também que, em alguns shows, ele às vezes pegava um espectador e metia a porrada no coitado. Geralmente seus shows só duravam dez minutos pois eram interrompidos com a confusão e a polícia chegava logo ao local. Quer dizer, quem ia para os shows de Allin corria o risco de sair de lá todo arrebentado e fedendo a merda.

Lendo sobre Allin na internet, soube que ironicamente seu nome de batismo era Jesus Christ Allin. O pai de Allin foi quem lhe deu esse nome, pois, segundo ele, um anjo o havia visitado e lhe dito que o seu filho iria se tornar um grande homem. Um outro detalhe que eu achei interessante é que o perturbado pai de Allin proibia qualquer conversa à noite em sua casa, uma cabana sem água e eletricidade. O velho era mentalmente perturbado.

Como vi o filme sem legendas e no computador (o dvd player não rodou o arquivo), não consegui entender boa parte dos depoimentos. Colocava o volume das minhas caixinhas de som mixurucas no máximo para tentar ouvir melhor, mas com certeza devo ter perdido várias coisas importantes. Eu, além de ter um listening skill ruim, sou meio surdo. O arquivo que peguei, via torrent, veio com um extra de duração maior que o filme, contendo a performance dele na Gas Station, pouco antes de morrer. Porém, ontem fui tentar rever trechos do filme e continuar a ver esse extra, mas deu erro de codec. Vai entender.

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