sábado, maio 27, 2006

LOST - SEGUNDA TEMPORADA COMPLETA (Lost - The Complete Second Season)



O final da segunda temporada de LOST (2005/2006) conseguiu ser ainda mais intrigante do que o final da temporada anterior, embora a média dos episódios, de acordo com a medição feita pelo meu empolgatrom, seja inferior à primeira. Os melhores episódios seriam os primeiros e os últimos. O especial duplo final conseguiu resgatar o mistério que estava quase sendo perdido nos episódios do meio, mais centrados no drama dos personagens e cada vez se assemelhando a uma novela. Antes de seguir adiante, recomendo a quem esteja assistindo LOST pelo AXN, ou que só tenha visto a primeira temporada em DVD, que não leia o texto a partir de agora.

A segunda temporada de LOST ficou marcada pelo misterioso botão da escotilha, encontrada no final da primeira temporada. O botão deve ser apertado a cada 108 minutos, seguido dos mesmos números que Hurley havia jogado na loteria antes de o avião cair na ilha. Caso o botão não seja apertado, o planeta inteiro sofrerá as conseqüências. Sejam lá quais forem. Na segunda temporada, "os outros" aparecem mais vezes e a gente sabe um pouco mais sobre eles. Ainda muito pouco, mas o suficiente para desmistificá-los. (Lembro que na temporada passada eu cheguei a ficar com medo do Ethan.)

Outra coisa marcante é o encontro do grupo formado por Jack, Kate e cia com as pessoas que estavam mais próximas da cauda do avião, e que foram arremessadas para o outro lado da ilha. Assim, entram para a formação oficial os personagens Ana Lucia, Libby, Ecko e Bernard. Dos quatro, Ana Lucia e Ecko foram mais importantes dentro da trama. O triângulo amoroso formado por Jack, Kate e Sawyer esquentou muito pouco. Mas até que eu acho isso interessante. Lembra a relação entre Mulder e Scully em ARQUIVO X. A mudança de tom no personagem de Locke também foi sensivelmente sentida. Ele perde a fé depois da morte de Boone e começa a fazer bobagens.

Meu top 5 da segundona, em ordem cronológica:

"Man of Science, Man of Faith" (2.01)

A segunda temporada começou arrebentando com um episódio de ação non-stop. Começa exatamente onde parou a primeira, depois que Locke arrebenta com dinamite a porta da escotilha. É quando conhecemos, ainda que vagamente, Desmond, o "homem do botão". A fim de não dispersar a trama, não vemos os outros personagens da ilha. A não ser pelos tripulantes do barco, Michael e Sawyer, que ficam apavorados depois que os outros seqüestram Walt e que Jin desaparece no oceano.

"Adrift" (2.02)

Um dos baratos desse episódio é que é a ação é praticamente a mesma do primeiro, só que vista por um outro prisma. Voltam os flashbacks. Dessa vez, de Michael. Mas a ação na escotilha continua a ser a coisa mais importante.

"The Other 48 Days" (2.07)

Episódio bastante interessante mostrando o que aconteceu com os outros tripulantes do vôo. São 48 dias em 42 minutos. É um dos episódios mais diferentes e dinâmicos da série.

"What Kate Did" (2.09)

É o episódio da Kate, minha personagem favorita da série. E, por acaso, a mais linda e gostosa também. Adoro a seqüência em que ela foge na moto, enquanto a casa do seu padrasto pega fogo. Não lembro se é esse episódio que mostra ela saindo do banho só de toalha e toda cheirosinha - passou até xampu.

"Live Together, Die Alone" (2.23/24)

Depois do episódio da Kate, pouca coisa empolgante aconteceu. A ação começa a ficar impactante novamente no episódio 21, com o retorno de Michael e a morte de Ana Lucia e Libby. "Live Together, Die Alone" ajuda a recuperar a fé na série. Ajuda a lembrar que LOST é um marco na história da televisão. O flashback desse episódio é o de Desmond, um dos mais interessantes até agora. Sua história é angustiante. Imagina só: estar apaixonado por uma mulher e ficar preso sem poder vê-la, seja na cadeia, seja na ilha, é de deixar qualquer um desesperado. Esse episódio também nos dá algumas respostas, como o porquê do avião ter caído na ilha, mas consegue deixar o espectador ainda mais perdido no final. A última cena me deixou sem chão. E pela primeira vez, assistimos a uma ação acontecendo fora da ilha sem que seja um flashback. Será que isso será uma constante na próxima temporada, se a namorada de Desmond entrar mesmo para o elenco fixo? Como ela sabia que uma descarga eletromagnética seria uma evidência da presença do namorado? Quais as conseqüências na ilha e no planeta da destruição do computador? Qual será o destino de Michael e Walt naquele barco? E mais um monte de perguntas que ficaram no ar e que só poderão ser respondidas (ou não) a partir de setembro, quando a série voltará.

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