segunda-feira, abril 17, 2006

O ALBERGUE (Hostel)



O fim de semana prolongado foi bem legal. Fui para uma casa de praia no Porto das Dunas com praticamente a mesma turma do ano passado. É sempre um prazer estar perto de pessoas inteligentes e de papo agradável e interessante. Os jogos de mesa, a piscina e as sessões de SEINFELD também contribuíram para que o feriadão fosse dos melhores. Pena que quando cheguei em casa ontem, meu computador tinha pifado. Como eu já estava pensando em comprar outro mesmo, parece que essa vai ser a oportunidade de montar uma máquina melhor e mais forte.

No dia anterior à viagem, fui conferir O ALBERGUE (2006), de Eli Roth. Trata-se de um filme desaconselhável para audiências mais sensíveis, já que é quase impossível, mesmo para quem já está acostumado com gore, ficar indiferente às cenas de tortura e violência gráfica. Em alguns momentos, eu até questionei se esse tipo de filme - assim como o australiano WOLF CREEK - VIAGEM AO INFERNO - não seriam exercícios de masoquismo de nossa parte (ou de sadismo, se nos divertimos com as cenas mais perturbadoras). Porém, essa violência crescente nos filmes parece inevitável, ainda mais com essa onda de revival do horror rural americano e da popularização dos filmes japoneses mais hardcore. Por falar em japa hardcore, O ALBERGUE conta com uma ponta do maluco Takashi Miike, ídolo de Roth.

Na trama, três rapazes, em férias na Europa e passando por Amsterdã, recebem uma dica de um lugar que é um verdadeiro paraíso para os marmanjos em busca de mulheres lindas e loucas por sexo. O lugar seria um pouco escondido e situado na Bratislava, capital da Eslováquia. O sujeito que deu o endereço pros rapazes disse que lá é onde existem as mulheres mais lindas do mundo. (Bom, eu tinha ouvido falar que era na Hungria, mas como é país vizinho...) Assim que eles chegam lá, eles não se decepcionam. O albergue conta com uma sauna onde homens e mulheres ficam nus e as meninas são bastante receptivas e atraentes. À noite é só felicidade: festa, drogas e muito sexo. A coisa começa a ficar sinistra quando um dos rapazes desaparece sem deixar vestígio. Aí o filme muda de tom e o bicho começa a pegar. E pega pesado. Não vão faltar dedos decepados, tendões partidos, uma assustadora serra elétrica e gente tendo o olho perfurado. Perturbador.

Interessante que os atuais filmes do gênero, diferente dos SEXTA-FEIRA 13 nos anos 80, têm apresentado menos personagens. Logo, são menos mortes e mais momentos de tensão. De certa forma, isso funcionou como um consolo pra mim, que não estava muito disposto a ver mais gente sendo torturada até a morte. O ALBERGUE é mais uma evolução na carreira de Eli Roth, que já tinha mandado bem com CABANA DO INFERNO (2003). Se esse novo filme não for melhor, com certeza, é bem mais memorável que o anterior. E ainda tem o aval de gente como Miike e Quentin Tarantino, que aparece como produtor executivo, tendo seu nome destacado no cartaz, servindo de chamariz.

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